Em resumo
O GHK-Cu é um tripéptido de glicina, histidina e lisina em complexo com um ião de cobre (Cu²⁺), com 402 Da. Está presente no plasma humano e a literatura que o descreve é sobretudo celular e em modelo animal, não clínica. O essencial:
- Identidade: Gly-His-Lys ligado a Cu²⁺, 402 Da, INCI Copper Tripeptide-1 na UE
- Dado mais citado: 4192 genes humanos, cerca de 31,2 % do genoma, alteram a expressão pelo menos 2 vezes em fibroblastos (Pickart 2014, BioMed Res Int)
- Achado fundador: colagénio cerca de 70 % acima do controlo em culturas de fibroblastos, a 1 nM (Maquart 1988, FEBS Lett)
- Limite: predominam trabalhos in vitro e em animais, com poucos ensaios clínicos (Dou 2020)
- Na Molequa®: pó liofilizado azul, certificado de análise por lote do laboratório independente Analyton Labs
Material para investigação científica laboratorial (RUO), não para consumo humano ou animal.
O que é o GHK-Cu?
O GHK-Cu é o complexo formado entre o tripéptido Gly-His-Lys e o ião cúprico Cu²⁺. Foi isolado do plasma humano por Loren Pickart e é uma das moléculas peptídicas mais pequenas com atividade biológica documentada (Pickart 2008). O cobre não é um acessório: sem ele, o tripéptido comporta-se de forma diferente nas experiências.
As revisões descrevem o GHK como transportador fisiológico do Cu²⁺, ião que é cofator da lisil-oxidase e da superóxido dismutase. Descrevem também uma descida do nível plasmático de cerca de 200 ng/ml aos 20 anos para cerca de 80 ng/ml aos 60 anos (Pickart 2015, BioMed Res Int). Em português europeu, a molécula aparece como péptido de cobre ou tripéptido de cobre.
O que mostram os estudos sobre o GHK-Cu e a pele?
A evidência vem quase toda de culturas de fibroblastos dérmicos e de modelos animais de ferida. Os desfechos medidos são bioquímicos: síntese de colagénio, glicosaminoglicanos, secreção de citocinas e expressão génica. Não são desfechos clínicos, e é por isso que os resultados se descrevem como observações laboratoriais.
| Trabalho | Modelo | Desfecho medido | Ano |
|---|---|---|---|
| Maquart | culturas de fibroblastos | colagénio cerca de 70 % acima do controlo a 1 nM | 1988 |
| Siméon | feridas em modelo animal | glicosaminoglicanos e pequenos proteoglicanos | 2000 |
| Gruchlik | fibroblastos humanos | secreção de IL-6 dependente de TNF-alfa | 2012 |
| Pickart | fibroblastos, microarray | 4192 genes alterados 2 vezes ou mais | 2014 |
O trabalho de 2014 é o mais citado porque muda a escala: em vez de uma proteína, mede o transcriptoma inteiro. Um efeito tão amplo é difícil de traduzir numa afirmação simples.
GHK-Cu, Matrixyl e péptidos de colagénio: em que diferem?
Não são alternativas comparáveis, são três categorias distintas. O GHK-Cu é um tripéptido complexado com cobre estudado em fibroblastos e em feridas; o Matrixyl é o nome comercial de um pentapéptido lipidado de formulação cosmética; os péptidos de colagénio são hidrolisados, ou seja misturas heterogéneas de fragmentos.
| Critério | GHK-Cu | Matrixyl | Péptidos de colagénio |
|---|---|---|---|
| Natureza | tripéptido com Cu²⁺, 402 Da | pentapéptido lipidado de síntese | mistura de fragmentos |
| Sequência definida | sim, Gly-His-Lys | sim, cinco resíduos | não |
| Contexto de estudo | fibroblastos, feridas, transcriptómica | formulação tópica cosmética | estudos de ingestão |
| No catálogo Molequa® | sim, liofilizado RUO | não | não |
As revisões de péptidos tópicos tratam estas famílias em capítulos separados por esta mesma razão (Gorouhi 2009; Pai 2017). A introdução à classe está no artigo sobre o que são peptídeos.
Que limites tem a evidência sobre o GHK-Cu?
O limite principal é o desenho dos estudos. A maioria dos trabalhos é in vitro ou em modelo animal, com amostras pequenas, sem aleatorização e sem ocultação, e as revisões recentes descrevem o campo como promissor mas pouco consolidado (Dou 2020).
Há também um problema de transposição: uma concentração ótima de 1 nM numa placa de cultura não diz nada sobre um tecido vivo. Um segundo limite é a autoria, já que boa parte das revisões tem o mesmo grupo como autor principal (Pickart 2018), o que não invalida os dados mas recomenda comparação com trabalhos independentes (Wu 2021; Errante 2020).
Como se verifica a qualidade de um lote de GHK-Cu
Um péptido de investigação vale o que vale a documentação do lote. O certificado de análise deve indicar o número do lote, a data, a pureza por HPLC com cromatograma e a identidade confirmada por espetrometria de massa, com a massa esperada de 402 Da. Na Molequa®, essa análise é feita pelo laboratório independente Analyton Labs.
Confirme na página do produto qual é o certificado em vigor, porque é esse documento que descreve o frasco que vai receber. Um valor de pureza sem cromatograma é uma afirmação e não uma prova, e um certificado sem número de lote não comprova nada. No complexo de cobre há ainda um indicador visual: o pó liofilizado é azul, e a perda de cor sinaliza degradação.
Onde comprar GHK-Cu para investigação na UE
A Molequa® fornece o GHK-Cu como material de referência liofilizado para investigação laboratorial, em frascos de 5 mg e 10 mg, com expedição a partir da União Europeia. O preço de catálogo é de 17,90 € nos 5 mg, ou seja 3,58 € por miligrama, e 26,90 € nos 10 mg, ou seja 2,69 € por miligrama.
A comparação entre fornecedores faz-se pelo preço por miligrama e nunca pelo preço da embalagem, porque o custo do frasco, da liofilização e da análise do lote é praticamente o mesmo com 5 ou com 10 miligramas dentro. Quem pretende comprar GHK-Cu encontra na página do produto a disponibilidade atual, o certificado do lote e as especificações, e o catálogo de péptidos mostra as restantes moléculas.
FAQ
O que é o GHK-Cu? É um tripéptido de glicina, histidina e lisina em complexo com um ião de cobre (Cu²⁺), com 402 Da, presente no plasma humano. É estudado em culturas de fibroblastos e em modelos animais de ferida.
GHK-Cu e péptido de cobre são a mesma coisa? Sim. Péptido de cobre e tripéptido de cobre são as designações correntes em português para o GHK-Cu. Na regulamentação cosmética da UE aparece como Copper Tripeptide-1.
Qual é a diferença entre o GHK-Cu e o Matrixyl? São moléculas diferentes. O GHK-Cu é um tripéptido complexado com cobre, estudado em fibroblastos e em feridas de modelo animal. O Matrixyl é o nome comercial de um pentapéptido lipidado para formulação cosmética.
O GHK-Cu é um péptido de colagénio? Não. Os péptidos de colagénio são hidrolisados, misturas de fragmentos obtidos a partir de colagénio. O GHK-Cu é uma molécula única de sequência definida, com três aminoácidos.
Existem ensaios clínicos com GHK-Cu? A literatura é predominantemente in vitro e em modelo animal. As revisões recentes descrevem o campo como interessante mas pouco consolidado do ponto de vista clínico (Dou 2020).
O GHK-Cu da Molequa® pode ser aplicado na pele? Não. É um reagente para investigação laboratorial (RUO), não é medicamento nem cosmético acabado e não se destina a utilização humana ou animal, pelo que a Molequa® não publica esquemas de aplicação.
Aviso legal: o GHK-Cu fornecido pela Molequa® destina-se exclusivamente a investigação científica laboratorial (RUO). Não se destina a consumo humano ou animal, não é medicamento nem cosmético e não pode ser utilizado como tal. Este artigo resume dados publicados e não constitui aconselhamento médico.
